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A sina, o caminho, ou simplesmente uma história. Um caminho igual a tantos outros, ou, uma história de vida, semelhante a tantas outras vidas. Uma história vivida, ou apenas fruto da minha imaginação.


16
Mai19

                                      0125

 

LONGO CAMINHO PARA CASA – VINTE E CINCO (Primeira parte)

A semana tinha sido passada numa nuvem de ansiedade.
Eram contadas as horas, os minutos sublinhados e os segundos riscados, como numa selecção de horas.
Entre horas boas e más, em detrimento do que pressentia estar a chegar…
Conduzia admirando as cores pintadas no céu pelo Sol.
A beleza daquele quadro fê-la voar como a gaivota salpicada de ondas, que avistava. Vinha fugida do mar, em direcção a si…
Adorava passar naquela estrada, quase beijada pelo mar...
Devagarinho, de janela aberta, podia sentir a brisa da maresia, e embriagada por ela, nunca deixava de sonhar…
Enquanto seguia na estrada, Maria, deixou-se voar. Na tela passou o filme do seu Longo Caminho para casa.
Passavam na sua mente, em câmara lenta, uma serie de episódios, com uma serie de personagens… Entre lágrimas e sorrisos, ficava-lhe sempre no rosto uma ruga de saudade, uma expressão de sorriso, uma boa recordação.
Sentia que tinha um dom. O Dom de aproveitar só o lado bom das coisas.
Quando transformava o mau, em lição de vida, restaurava-o, pintando-o da cor do sorriso, do perdão…
Tudo fica azul, bonito como o mar, como céu…
Amarela como a areia da praia, ou, tórrido como a cor do Sol…
Pensava na vida, na amizade, procurando explicações para os acasos de encontros e desencontros, regados com sorrisos.
Pensou no Garry e o sorriso abriu-se … Um grande homem, um grande amigo, sem duvida…
Maria sentia-se uma felizarda. Tinha alguns bons amigos, que podia considerar verdadeiros!
António, trajado com o seu fato protector de seda bordada no seu sorriso de galã. Mas um optimo amigo, uma optima pessoa.
Filipe, uma rosa em botão, navegando na ponte, olhando para trás e soltando um abraço quebra ossos quase tão sentido como imaginado…
Michael, e Gabriel, o primeiro plantado em lages e seguro na vida como fortes ramos colados às árvores, o segundo fruto da cepa forte, com grandes bagos doces e saborosos.
Grande postura, e educação requintada. Viviam num mundo completamente do de Maria. Mas isso não os impedia de disfrutarem de uma belissima e engraçada amizade.
CLR

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publicado às 09:19


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