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Longo Caminho para casa

A sina, o caminho, ou simplesmente uma história. Um caminho igual a tantos outros, ou, uma história de vida, semelhante a tantas outras vidas. Uma história vivida, ou apenas fruto da minha imaginação.

Longo Caminho para casa

A sina, o caminho, ou simplesmente uma história. Um caminho igual a tantos outros, ou, uma história de vida, semelhante a tantas outras vidas. Uma história vivida, ou apenas fruto da minha imaginação.

14
Mai19

Longo Caminho para Casa - Quinze


Longocaminhoparacasa

          015

Começara assim mais uma etapa. Mais um percurso de luto, de dor, e ilusão.
A ilusão do teste aprovado de quem não aprendeu a lição…
Ela seguiu o seu caminho. Desejando esquecer, não voltar a ver, a ter, a sequer encontrar ou se cruzar. Desejando acima de tudo esquecer e sobreviver para um dia poder viver.
O tempo foi passando… As flores foram crescendo, todas as mares foi sentindo, até que a neve voltou a cair.
Parece que via em cada maré, o marinheiro que a gaivota levou. Sonhava contemplando o mar, sorria quando avistava um barco que navegava lá longe no mar, sentia o coração a acenar, querendo sonhar mais.
Sonhava que num dia ensolarado e quente, em que estivesse no cais, a maré lhe trazia de volta o seu sorriso.
Viu tantas mares que lhe perdeu a conta.
Deixou de contar as gotas de chuva que limpou das janelas em que via o passado a sorrir-lhe.
Sentiu a neve fria. E nunca mais fez o boneco de neve…
Na cidade, o eléctrico corria nos carris, em que via a luz do rio reflectida na janela. Que linda capital, que linda esta cidade, de encontros e desencontros.. Seria essa a sua sorte? Esse era o seu segredo.
O seu desejo, e o seu segredo!
Em cada rosto via uma imagem. Um ramalhete de sentimentos, quando sonhava ver nuns olhos, aqueles que nunca esquecera.
O sorriso. Não apenas um sorriso, mas aquele que era capaz de acender o seu!
No ano de dois mil e dois, seguiu, até à próxima paragem….
E foi aí, naquele bendito eléctrico, nessa paragem, que fez a sua próxima paragem.
Foi apenas mais uma, de reencontros, em que ela voltou a beber da vida o sumo do sorriso em que constatou que nada se passou, que nada aprendeu.
Sentiu que nada viveu, não havia vivido. Nada! Nada que lhe pudesse ter ensinado a fórmula da protecção… Aquele olhar, aquele sorriso…

CLR

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