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A sina, o caminho, ou simplesmente uma história. Um caminho igual a tantos outros, ou, uma história de vida, semelhante a tantas outras vidas. Uma história vivida, ou apenas fruto da minha imaginação.


21
Mai19

42

Ela, 

Bom, para ela havia sempre aquela coisa boa e bonita da serendipidade, do desejo imensurável de sorver da vida tudo de bom o que ela tem para lhe conceder. 
Luis apesar de não frequentar estádios de futebol, nem pistas de atletismo, representava para Maria o calor do sol.
E, havia na vida de Maria uma espécie de Sol. 
Um calor!
Aquela estrela que ela colocava no seu céu, todos os dias.
A relação de Maria com Luis, havia levado um abanão, mas, com ele reconstruíram os alicerces, e aproveitaram o calor do sol, para os guiar até casa.
E assim Deus, resolveu colar-lhe novamente uma semente forte e segura, resistente e lutadora, que lhes permitiu cumprir o prometido e festejar o desejo que tanto ansiavam.
Mas, desta vez Maria, queria certificar-se que fazia tudo certo, que não era sua a culpa do que havia acontecido, mas fruto da natureza, da mãe natureza que dizem ser sábia.
Acompanhados pela nova médica escolhida, Maria e Luis decidem fazer o Rastreio combinado precoce, que ocorre em duas fases.
Numa primeira fase, em que é feita uma colheita de sangue entre as 9 e as 12 semanas, combinado com um rastreio ecográfico, uma ecografia que é feita entre as 11 e as 13 semanas. 
E o Rastreio pré-natal de segundo trimestre, que consiste em mais uma colheita de sangue realizada entre as 14 e as 22 semanas para análise bioquímica de Alfafetoproteína (AFP) e Gonadotrofina Coriónica Humana livre (free β-hCG). 
Foi-lhes explicado que este rastreio de 2º trimestre detetaria mais de 98% dos bebés com anencefalia, 90% dos casos de espinha bífida e 80% dos casos de Síndrome de Down e trissomia 18.
Foi-lhes apresentado e rigorosamente “vendido” como o maior avanço na área dos testes Pré-Natais não invasivos, para o despiste das três principais Trissomias (T21, 18, 13) e aneuploidias relacionadas aos cromossomas sexuais (X e Y). 
Permitia a identificação das grávidas que têm um risco aumentado que o seu bebé apresente uma anomalia congénita.
Maria e Luis estavam cientes que o Rastreio Bioquímico Pré-Natal não era um exame de diagnóstico, isto é, dá-lhes-ia apenas a probabilidade de terem um bebé com problemas graves de saúde 
O resultado desse teste ser-lhes-ia apresentado como uma mera probabilidade que era calculada com a conjugação, informática dos parâmetros pessoais de Maria, e os resultados dos parâmetros bioquímicos determinados no sangue, e ainda os parâmetros fetais obtidos por ecografia. 
Tanto na primeira colheita, como na segunda, num sábado de manhã, Maria e Luis, que sempre fez questão de a acompanhar em todas as consultas e exames, dirigiram-se a um laboratório de reconhecido mérito na area destes testes e de analises clinicas
Foi-lhes entregue umas folhas de papel A4, onde deviam preencher vários elementos pessoais de Maria, que eram necessários à determinação do tal risco! Nomeadamente, a data de nascimento, o peso, os hábitos tabágicos/ Diabetes, a Etnia, se era Gravidez resultante ou não de fecundação in vitro (FIV), se haviam Filhos anteriores com Síndrome de Down, etc.
Preencheram a ficha, Maria fez a colheita de sangue necessário e foram-se embora à procura de um pequeno, grande almoço.
A ecografia foi realizada por um conceituado médico da área, que Maria já conhecia há alguns anos, e no qual ambos tinham plena confiança.
CLR

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publicado às 22:40



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