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Longo Caminho para casa

A sina, o caminho, ou simplesmente uma história. Um caminho igual a tantos outros, ou, uma história de vida, semelhante a tantas outras vidas. Uma história vivida, ou apenas fruto da minha imaginação.

Longo Caminho para casa

A sina, o caminho, ou simplesmente uma história. Um caminho igual a tantos outros, ou, uma história de vida, semelhante a tantas outras vidas. Uma história vivida, ou apenas fruto da minha imaginação.

12
Mai19

Longo Caminho para Casa - Cinco


Longocaminhoparacasa

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Seguiu o caminho rasgando a estrada, como quem rasga as cartas do passado carregadas de mágoa. 
À medida que via o adeus a fugir-lhe nos traços brancos que dividiam a estrada, ia pensando no que queria deixar para trás, no passado, e no futuro… 
No futuro que queria construir, e na pessoa que queria voltar a ser… Ela…. Apenas ela… Queria conjugar de novo um verbo que deixara de conjugar há já muito tempo… Viver… Conjuga-lo na frase: Viver a vida amando e com amor… A sua VIDA!
Seguia o seu caminho, mas desta vez, o céu não se pôs negro. O clima não se tornou frio e parecia que estava a viver um novo mês, num novo ano, já não o de Agosto, mas o de Setembro… O de um ano qualquer, que não este… Porque este estava ainda muito próximo…
Regressou então, não ao ponto de chegada, mas ao que devia agora ser entendido como ponto de partida…
Na mão trazia uma rosa… Não lhe tinha sido oferecida por ninguém. Tinha sido roubada por si à roseira do seu jardim… Colheu-a com o carinho próprio de quem a plantou, a alimentou, a regou, a acariciou tantas vezes nos espinhos, nas folhas velhas, mas principalmente, lhe respeitou os espinhos…
Ao sair do carro com as últimas malas, pegou com o carinho que a caracteriza na rosa, e do seu rosto emanou um sorriso molhado de nova vida e respeito… 
Pensou nas mágoas e nas nódoas negras que o seu corpo exibia, deu um beijo molhado na rosa, e do meio dos espinhos brotou-lhe em jeito de nova vida um sorriso…. A medo, tocou com o dedo no espinho, devagarinho para não se picar…. Acariciou-o e dela nasceu um sorriso…
Subiu no elevador a pensar, nos seus espinhos, e nos seus medos…. No respeito que tinha por eles, e em como, tal como fizera na rosa, ao percorrer aquele caminho, agora os tinha encontrado no regresso, os tinha tocado, acariciado e respeitado… 
Depois de percorrer um caminho, estava a respirar uma nova vida.
Beijando os espinhos, olhando para a rosa sorriu, como quem lhe segreda que precisa agora do amor, carinho, protecção e dos mimos que já lhe ensinou a receber….
CLR

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